Ele começa a escrever. Começa assim simples, como uma simples historia. Tema? Hm... Romance. Romance adolescente? Clichê demais. Nada de ficção científica. Nada de vampiros ou qualquer outra viagem de gente drogada. Nem bruxos. Não faz o gênero de escrita dele. São apenas contos. Ou melhor, crônicas. Eventos cotidianos, curtos ou longos, colocados no papel. Pensa nos personagens. Primeiro, a menina: ela é linda. Nada que chame atenção demais. Uma beleza simples, e charmosa. Aquela menina cujo qual sempre olham com carinho. Morena, olhos... Olhso claros! Não. Castanhos. Castanho é uma boa cor. Uma ótima cor. Faz com que haja mistério. Olhos castanhos com certeza. Seu nome? Um nome doce... Encantador. Ana? Melissa? Clarice.... Ana Clara. "É... Encantador".
Agora ele: Garoto problema? Clichê. Câncer?! Não muito John Green. Talvez a idade.... Não. Pedro Bandeira, "Amor Impossível, Possível Amor". Ele podia ser imaginário. E ela louca. Ela podia viver em um mundo fantasioso que se passa dentro da cabeça dela. Ou ela, na verdade, é uma criação de um "ele". Um cara que foi internado e pensa conhecer uma menina, que pensa que conhece.... O mundo. O mundo no papel. Todos os pensamentos em um único papel. Basta só escrever. Mas não cabe... tudo se esvai: a inspiração e os personagens.
"Ah, foda-se, não quero mais escrever..."
(Papel amassado, conto nunca contado).
Guilherme Leite.
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